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Itc Pesquisa Controle De Invasoras Em Consórcios De Milho E Braquiária

Data: 23/07/2019

Pesquisa e diversos experimentos estão sendo conduzidos para avaliar controle de plantas-daninhas de folha estreita nos consórcios 


No sistema agrícola que utiliza a soja na primeira safra e milho em segunda safra, uma opção mais recente no manejo deste sistema de sucessão, é a utilização dos consórcios, especialmente do milho com a braquiária, que permite incluir mais uma cultura no processo produtivo, com todos os seus benefícios. Entretanto, ainda existe alguma resistência na adoção deste modelo, em função do receio de se perder produtividade do milho por matocompetição da braquiária ou pela infestação por plantas-daninhas de folha estreita. Vários relatos da literatura e de pesquisas conduzidas no Instituto de Ciência e Tecnologia COMIGO – ITC, e em outras instituições de pesquisa, indicam que é preciso considerar esta opção como promissora para a sustentabilidade do sistema produtivo, pois estas pesquisas indicam que “as braquiárias dão vigor ao Plantio Direto, por possuir vários benefícios agronômicos”.

É importante lembrar que uma das espécies de braquiária mais utilizadas na região, a braquiária ruziziensis, possui crescimento inicial lento até em torno de 35 a 40 dias após a emergência, o que indica um baixo potencial de competição com a cultura do milho. 

Por outro lado, algumas plantas-daninhas de folha estreita, como por exemplo, capim-colchão, timbete, capim-custódio e capim-pé-de-galinha, bastante comuns na região, possuem crescimento e desenvolvimento muito rápido e, aos 35 a 40 dias, já estão florescendo, o que aumenta seu potencial de matocompetição com a cultura do milho. 

Como a braquiária ruziziensis permanece verde até a colheita e pós-colheita do milho, existe a falsa impressão de que ela é a causadora das eventuais perdas de produtividade do milho, enquanto que o capim-colchão, o timbete e o capim-custódio, entre outras espécies, morrem logo após o florescimento e produção de sementes, formando um grande banco de sementes destas plantas-daninhas no solo.

A COMIGO, por meio do seu Instituto de Ciência e Tecnologia – ITC, e seus parceiros externos, com o intuito de auxiliar o cooperado e os demais produtores da região no manejo dos consórcios, está conduzindo experimentos e diversas pesquisas em campo na presente safra, para avaliar o efeito do controle das plantas-daninhas de folha estreita no consórcio da cultura do milho com a braquiária ruziziensis. 

O objetivo principal é controlar ou eliminar as plantas-daninhas de folha estreita sem matar as plantas de braquiária ruziziensis e não prejudicar a produtividade da cultura do milho. 

Resultados preliminares indicam que o uso de alguns herbicidas disponíveis no mercado, com ajuste nas suas doses, além de controlar as plantas-daninhas de folha estreita, promovem um “travamento” no crescimento da braquiária ruziziensis, minimizando o risco potencial de matocompetição com a cultura do milho. Certamente o sucesso da tecnologia estará atrelado ao sistema de produção e cultivo de cada propriedade rural.

Os experimentos, ainda em fase de condução pelos pesquisadores da Cooperativa, deverão ser apresentados no Anuário de Pesquisa do Instituto de Ciência e Tecnologia COMIGO – ITC, na sua edição de 2019, e apresentados no Workshop de Agricultura a ser realizado na última semana de agosto deste ano. 

Os resultados serão difundidos e aplicados pelos técnicos do Departamento de Assistência Técnica da COMIGO para auxiliar os cooperados e produtores no manejo de suas culturas. 


Colaboração: Dieimisson Paulo Almeida (Pesquisador Agronômico - ITC)


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