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Média de 62 sacas e engordando gado na seca

Data: 11/09/2019

Sistema foi implantado há 4 anos e tem proporcionado uma opção, ao cooperado de Caiapônia, de fazer dinheiro no período da seca


O cooperado Delmindo Antônio de Moraes Nunes, proprietário fazenda Cachoeira Alta, de 1.200 hectares, de Caiapônia, iniciou há quatro anos um trabalho de Integração Lavoura e Pecuária (ILP), em 500 hectares, que tem mudado a realidade de sua propriedade.

Com um rebanho total de 1.000 cabeças de gado, da raça nelore e cruzamento industrial, ele trabalha com o ciclo completo de criação dos animais – cria, recria e engorda. “Tudo começou a partir da necessidade de reformar um pasto. Fizemos a análise do solo, verificamos a deficiência de alguns nutrientes e a necessidade de se corrigir a acidez do solo. Depois de feita a correção e fertilização do solo, realizamos o plantio de soja, inicialmente para retirar os custos do investimento. Contudo, a alternativa se tornou tão rentável e viável que passamos a plantar todos os anos a partir de então. Hoje a gente planta a safra com soja. Logo após a colheita, jogamos semente de brachiaria ruziensis para formação de pastagem, que serve para engordar o gado, mesmo na época da estiagem, já que a qualidade do pasto permite. Depois o pasto serve como palhada para o plantio da próxima safra”, explicou Delmindo.


Renda e gado gordo na seca

Segundo ele, na época da seca o gado sentia muito e hoje houve uma melhora tão significativa que tem sido possível engordar o gado neste período. “A ILP tem me proporcionado um jeito de fazer dinheiro na seca. Isso sem contar que a raiz da brachiaria se aprofunda no solo, abrindo os canais e permitindo a movimentação dos nutrientes, melhorando o perfil. Foi devido à agricultura que a integração deu certo. 

Delmindo contou que a área anterior de pastagem era o dobro da atual usada na integração. “Com a metade da área eu crio a mesma quantidade de animais, mais precoces e com maior peso. Tanto que hoje a minha atividade na pecuária não sobrevive sem a agricultura e a pecuária, por sua vez, ajuda muito na agricultura”, explicou o produtor. 


Muitos ganhos com a integração

Delmindo citou que foram muitos os ganhos com a implantação do sistema de integração lavoura e pecuária. “O primeiro ganho foi com a colheita da safra, a construção da fertilidade do perfil do solo e a consequente valorização da propriedade. Além disso, aumentou a quantidade de arroba produzida na fazenda, diminuímos a idade de abate dos animais de 36 para 24 meses, reduzindo os custos de produção e aumentando a produtividade. É verdade que a gente tem alguns gastos inicialmente, contudo o retorno é maior e mais rápido”, defendeu.

Para conseguir alcançar cada um destes ganhos, Delmindo revelou que vem utilizando suplementos proteicos e energéticos e aditivos, como a Narazina, para melhorar a eficiência alimentar dos animais aumentando assim o ganho de peso.

Tanto no leite como na engorda, os rendimentos e a produção são outra coisa, segundo ele. Hoje é outra realidade. Valeu tanto a pena que tenho indicado aos amigos e vizinhos. Às vezes um ou outro produtor me questiona se os investimentos não são muito altos, mas sempre mostro que só os ganhos com a agricultura já pagam e sobram, fora os ganhos que eu tenho com a engorda do gado na seca e o aumento na produção do leite”, destacou.


COLHEITA

O cooperado contou que na safra de 2017/18 a média colhida foi de 66 sacas de soja por hectare. Já no ano seguinte, houve uma queda, mas mesmo assim foi de 62 sacas/ha. “Tenho percebido uma diferença de pelo menos 5 sacas de soja a mais de produtividade em relação aos vizinhos, com o diferencial que a nossa produtividade já é a mesma de propriedades que plantam há 10 ou 15 anos”, justificou ele dizendo que a ideia é ampliar a área de integração a cada ano. “Queremos manter a integração. Vamos manter os dois sistemas: pecuária e agricultura”, ressaltou.

Sobre elementos da pecuária que precisam ser remanejados a cada início ou fim de safra, como as cercas, que precisam ser retiradas para o plantio e colocadas após a colheita, cochos e maquinário, ele diz que foi fácil se adaptar e não vê problema algum nisso. “Foi uma questão fácil de ser resolvida. É uma coisa tranquila”, afirmou. 


Recomendações e menos riscos

O médico veterinário da COMIGO, Leandro Resende Silva, que atende o cooperado, contou que as recomendações são feitas de acordo com o objetivo do produtor, a idade dos animais e a época do ano. “Considerando a região de Caiapônia, onde os índices pluviométricos não são os ideais para o plantio de safrinha todos os anos, a produção de carne, como alternativa na safrinha, se mostra uma opção de menor risco. Tanto que Delmindo afirmou que após implantar a ILP praticamente saiu fora do risco.

A média da idade de abate dos bois na fazenda está atualmente em 22 meses. “Está excelente e a meta agora é chegar a esta idade com um peso melhor. O abate está sendo feito sempre acima de 18 arrobas. Este ano queremos fechar com média de 19 arrobas. Só conseguimos atingir esses níveis devido ao acompanhamento técnico da Cooperativa e ao uso adequado de sua linha de suplementos e rações. O apoio da Cooperativa ajuda muito. Seja em tecnologias, na mão de obra, através dos técnicos, dos produtos ou de todo o suporte que nos é dado. A Cooperativa é um grande apoio para nós, estou muito satisfeito. Eu mesmo me lembro que uma das primeiras pessoas que ouvi falar sobre integração foi o [superintendente] Claudio Teoro. A COMIGO foi decisiva para que eu pudesse ter os resultados que estou tendo hoje. A parceria é muito boa”, declarou Delmindo.

O cooperado destacou que toda essa produção só se tornou possível, também, por causa do trabalho que seu pai, Gilberto Nunes de Paula, hoje falecido, realizou ao longo de vários anos na propriedade. “Foi o meu pai que me ensinou muito do que hoje eu sei e eu devo tudo isso a ele também”, finalizou.


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